Como tratar os prolapsos genitais?

Após discutirmos sobre o que significa e as possíveis causas, é hora de falarmos sobre como tratar os prolapsos genitais. Confira!

Na realidade só devemos pensar em tratamento daqueles prolapsos dito sintomáticos. Logo, que portanto, tem algum tipo de impacto na qualidade de vida de nossas clientes.

Uma vez decidido pelo tratamento do prolapso genital, seu objetivo deve ser o alívio dos sintomas. Sem esquecer que os benefícios do tratamento escolhido devem ser maiores que seus riscos. Dessa forma podemos dividir o tratamento em NÃO CIRÚRGICO – OU CONSERVADOR – E CIRÚRGICO

Como tratamento não cirúrgico podemos citar os PESSÁRIOS. Eles são objetos anatômicos que fazem uma espécie de barreira mecânica ao serem colocados dentro da vagina, no sentido de conter os prolapsos. São manuseados pelas próprias pacientes após orientação no consultório médico. São feitos de silicone ou plástico inerte, são seguros e simples de manusear. São frequentemente usados quando a paciente tem forte preferência por tratamento SEM cirurgia.

Também quando seu risco cirúrgico é elevado, significando alta morbimortalidade. Após a seleção, a mulher deve receber o maior tamanho que ela possa usar confortavelmente. Após inserção deve fazer manobras para verificar a sua adaptação. De modo geral deve ser removido à noite, higienizado e recolocado na manhã seguinte. Complicações são raras, pode ocorrer sangramento, erosão e dor. Abaixo vemos alguns exemplos de diferentes formas e tamanhos:

Fisioterapia

Cada vez mais presente e de importância marcante nos tratamentos relacionados à Uroginecologia, a Fisioterapia do assoalho pélvico tem feito parte de minha equipe multidisciplinar desde 2005. Apesar de ser muito usada como complementação da terapêutica cirúrgica, a fisioterapia pélvica ocupa espaço também como tratamento conservador não cirúrgico de prolapsos em casos específicos. Apresenta bons resultados vistos em nossa experiência clinica, além de estudos científicos consistentes confirmando sua eficácia

Tratamento cirúrgico

Quando se pensa em se tratar um prolapso genital com uma cirurgia deve-se ter sempre em mente o principio da mínima invasão com a máxima efetividade. A intenção é de melhorar sintomas referidos por nossas pacientes. Tais como: dificuldade de evacuação ou micção, disfunção sexual, incontinência fecal e urinária (dificuldade de conter fezes e urina) além da sensação de peso e “bola saindo” muitas vezes referidas. Outro grande problema consiste na paciente vencer seus próprios medos, mitos e constrangimentos e buscar seu tratamento. É preciso que a mesma saiba que algo que interfere no seu bem estar e convívio social não pode ser considerado “normal” ou “ comum para sua idade”. Cabe ao profissional de saúde, seja especialista ou não mostrar-lhe que existem tratamentos e com resultados cada vez melhores com a modernização dos procedimentos.

Dentre os oito anos de trabalho dedicados à santa casa de fortaleza presenciei uma infinidade de tipos de prolapsos genitais. Tive a oportunidade de aplicar as mais diferentes técnicas cirúrgicas que são definidas por algumas variáveis e perfis de cada paciente. Tais como sua idade, seu desejo de ter filhos ou não e até de não ter atividade sexual após a cirurgia.

Tivemos uma grande evolução nos últimos anos em relação às verdadeiras causas dos prolapso genitais. Através de um melhor conhecimento de sua anatomia e de seu real funcionamento. Isso causou o abandono de algumas técnicas cirúrgicas tradicionais. Além da introdução de novas abordagens com menor agressão e maior efetividade, é que se chama de cirurgia minimamente invasiva!

Apesar de toda essa modernização e eficácia no tratamento cirúrgico, existe um fato. A boa e minuciosa entrevista e avaliação do seu médico, aliada a uma INDIVIDUALIZAÇÃO do tratamento para o SEU caso jamais sairão de moda.

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