Sexta, 28 Julho 2017 00:00

Saia do drama da incontinência urinaria

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A perda urinária é ainda um assunto complicado para muitas mulheres, algo que se torna uma dificuldade no convívio social, um distúrbio que por vezes atrapalha até a busca pelo tratamento. Por conta dessa patologia, que pode atingir a marca de 47% das reclamações nos consultórios ginecológicos, alguns países chegam ao extremo de afastá-las do convívio inclusive com familiares.

Porém hoje em dia, graças aos avanços da ciência, é possível uma recuperação na maioria dos casos. A uroginecologia é uma especialidade voltada para o problema tamanha a complexidade das avaliações e do tratamento.

Podemos observar várias causas para o desequilíbrio que ocorre no sistema miccional. Para que ele possa funcionar da forma correta precisa existir uma interação perfeita entre o fechamento, a abertura da uretra e o enchimento da bexiga. Esse bom funcionamento pode ser alterado por traumas de partos normais, atrofia genital na fase pós-menopausa, flacidez muscular decorrente de gestações, diabetes, infecções, tosse crônica, doenças neurológicas ou traumáticas, AVC cerebral, obesidade, uso de medicamentos e raramente tumores.

O médico poderá realizar uma avaliação do paciente de forma ideal através de uma conversa em que ele vai construir a história clínica (anamnese) desse paciente, indicar a adoção de um diário miccional -em que o paciente irá descrever em detalhes sobre sua incontinência, o funcionamento do intestino, histórico de doenças, antecedentes obstétricos, cirurgia que possa ter piorado o quadro ou medicamentos em uso.

É sempre imprescindível um exame clínico/ginecológico para verificar questões anatômicas, identificar sinais de hipoestrogenismo, alteração no posicionamento dos órgãos (distopia) e atrofia genital. O teste do cotonete e o teste clínico de esforço são indispensáveis.

São utilizados também como exames auxiliares o ultrassom com avaliação dos órgãos pélvicos, exame de urina, medida de resíduo miccional, teste urodinâmico, verificação do ângulo uretral e possivelmente cistoscopia para encerrar a avaliação.

Podemos identificar três tipos incontinência urinária: de urgência, de esforço e a mista.

A indicação do tratamento será feita baseada no diagnóstico, como exercícios fisioterápicos específicos, uso de pessários vaginais, radiofrequência e laserterapia vaginais (para a estimulação da formação de colágeno) e também o uso de medicamentos.

Para realizar o tratamento de forma cirúrgica é necessário um diagnóstico assertivo pois, por se tratar de algo muito especifico, varia desde “slings” - com faixas sintéticas ou com tecido autólogo que apoiam a uretra - a perineoplastia para a correção do mal posicionamento dos órgãos (distopias genitais) até, para algumas situações, a retirada do útero (histerectomia).

Em busca da solução para a incontinência urinária, a uroginecologia é um setor que vem evoluindo e atua em prol de uma vida mais normal e saudável. Por isso é importante que as mulheres estejam sempre atualizadas sobre o tema e percebendo os primeiros sintomas procure um especialista.

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